Não adianta, não vai mudar. Você não vai voltar e, sinceramente? Tenho que parar com essa mania de querer você demais. Vou me conformar, parar de olhar pra trás e pensar no que poderia ter dado certo até porque, dar certo nunca passou perto de nós. Admita, nunca fomos um casal estável. O universo conspira contra nós. Nós não, eu e você. Nunca houve nós, era apenas você. E agora que não há mais você, é apenas eu. “Um porcento, se você me der um porcento, eu conquisto os outros noventa e nove!” Desculpa por dizer só agora, mas você sempre teve os cem porcento. Desculpa por não confiar em você, por não deixar você cuidar de mim, por não dizer tudo que eu queria, por ser covarde, por não acreditar que você poderia me fazer feliz, e principalmente, por estar abrindo o jogo só agora. Eu não queria acreditar e agora que vi, me sinto muito idiota. Acabou de verdade. Bem feito, né? Também acho. Não vou dizer “seja feliz!” porque seria só um monte de letras formando uma frase. Dói? dói. Mas passa. Eu sei que passa. Passou pra você e, com o tempo, vai passar pra mim também. E por agora, é você pra lá e os cem porcento pra cá.